Breve História da Ribeira do Marchante - Tomo IV
A história faz-se de bons e maus acontecimentos, de encruzilhadas e escolhas.
Assim é, com a história da nossa Ribeira, que à exeção dos efeitos do terramoto de 1755 que provavelmente causou a redução drástica do volume do caudal, a degradação que se verifica há vários anos nas condições ecológicas não mais se deveram a catástrofes naturais, mas à ação da mão humana, ou falta dela, na qual se inclui os efeitos das alterações climáticas patentes nos largos períodos de seca e temperaturas elevadas.
Apesar da legislação nacional (Lei da Água - 58/2005) que absorveu as Diretivas da União Europeia para a gestão, monitorização e recuperação dos sistemas fluviais que estabeleciam metas de boa qualidade ecológica até 2015, estas não foram atingidas na nossa Ribeira.
Desde há vários anos que o leito e as margens da Ribeira têm sido alvo de diversas fontes de poluição e destruição, como a entrada de esgotos domésticos; de águas residuais de atividades económicas; de abandono ilegal de entulhos e resíduos variados, alguns com toxicidade (móveis, eletrodomésticos, pneus, plásticos, vidros,...) por vezes lançados dentro da Ribeira; da utilização do leito e das margens como pista de motocross, de retenção de águas acima dos limites da preservação dos ecossistemas...
A par disso, a ausência de fiscalização das autoridades e duma intervenção mais global de limpeza e correção do percursos da Ribeira que, necessariamente, deverá ser estabelecida numa parceria que inclua proprietários dos terrenos que confinam com a Ribeira, os quatro municípios por onde passa e o Governo.
Assim seja, com o contributo da População 💚

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