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Breve História da Ribeira do Marchante - Tomo V

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  O Rio Coina sempre foi um elemento natural importante no desenvolvimento das comunidades locais. Num passado mais distante era um rio navegável que promoveu atividades económicas.  No seu leito navegavam diariamente entre Coina e Lisboa, barcos carregados de produtos hortícolas, pescado e vinhos regionais. E numa época em que poucas estradas haviam ou eram perigosas, era uma excelente via de acesso à Arrábida e às propriedades dos nobres e burgueses. Consta que o rio servia também à Rainha D. Constança, esposa de D. Pedro I no transporte de barco para a sua residência em Azeitão. Nas margens desenvolveram-se industrias relevantes, como a construção naval (daqui saíram naus e caravelas para os Descobrimentos), a industria vidreira (que se deslocou para a Marinha Grande, após o Terramoto de 1755), a cerâmica (vestígios de algumas fábricas ainda despertam a curiosidade), a panificação (aqui se encontravam as principais fábricas de biscoitos, um dos alimentos preferências dos ma...

Breve História da Ribeira do Marchante - Tomo IV

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  A história faz-se de bons e maus acontecimentos, de encruzilhadas e escolhas.  Assim é, com a história da nossa Ribeira, que à exeção dos efeitos do terramoto de 1755 que provavelmente causou a redução drástica do volume do caudal, a degradação que se verifica há vários anos nas condições ecológicas não mais se deveram a catástrofes naturais, mas à ação da mão humana, ou falta dela, na qual se inclui os efeitos das alterações climáticas patentes nos largos períodos de seca e temperaturas elevadas.  Apesar da legislação nacional (Lei da Água - 58/2005) que absorveu as Diretivas da União Europeia para a gestão, monitorização e recuperação dos sistemas fluviais que estabeleciam metas de boa qualidade ecológica até 2015, estas não foram atingidas na nossa Ribeira.  Desde há vários anos que o leito e as margens da Ribeira têm sido alvo de diversas fontes de poluição e destruição, como a entrada de esgotos domésticos; de águas residuais de atividades económicas; de aband...

Breve História da Ribeira do Marchante - Tomo III

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A Várzea da Quinta do Conde retomou há poucos anos a sua vocação agrícola, é constituída por terreno fértil e aí encontramos diversas hortas cuidadas de forma sustentável por residentes na Quinta do Conde.  Essa vocação foi interrompida em meados do Século XX. "A vinha, pomares foram algumas das últimas culturas conhecidas na várzea. De acordo com os testemunhos orais e os registos escritos, era o arroz que mais se cultivava na área. Uma opção normal, considerando as características dos terrenos que circundavam a Ribeira..."  Mas o cultivo do arroz foi movido de controvérsia durante muitos anos. Habia à época, várias disposições legais a condicionar a instalação de arrozais sobretudo em terrenos novos, que os sujeitavam a uma vistoria de modo a prevenir riscos para a saúde pública.  "Apesar destas regras, em vigor desde 1855, pode ler-se numa edição da Gazeta Setubalense de 1877 uma curiosa "representação" dos habitantes das aldeias de Irmãos, Oleiros e Vila No...

Breve História da Ribeira do Marchante - Tomo II

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  Os vários nomes da Ribeira do Marchante são uma das suas singularidades. Não deve haver muitos cursos de água que tenham tanta diversidade de nomes. Será Ribeira de Coina, Ribeira de Negreiros, Ribeira do Marchante...?  Diz quem sabe, que a Ribeira do Marchante e a Ribeira de Coina têm nascentes diferentes, logo não são a mesma Ribeira. Que a primeira, atualmente com o leito seco quase todo o ano, desagua na segunda e esta segue batizada entre Ribeira e Rio Coina atá ao Tejo.  E, para baralhar 😊 ainda há o nome de Ribeira de Negreiros, mais fácil de conhecer se passarmos a pé pela Ponte de Negreiros na Estrada Nacional. Em baixo, pode não parecer, principalmente  na época seca, mas passa a nossa Ribeira.  As pontes? Quantas pontes terá tido noutros tempos? As pontes são construções humanas no sentido exato da palavra porque unem as pessoas, dão vida aos territórios. Os Rios sempre foram lugar de vida com histórias para contar. Nos temas a seguir, iremos conta...

Breve História da Ribeira do Marchante - Tomo I

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  "O Rio Coina (conhecido também como Ribeira de Negreiros, Vala Real, Ribeira do Marchante) nasce na Serra do Risco, próximo da aldeia do Parral (Parque Natural da Arrábida - Sesimbra) e desagua no estuário do Rio Tejo, a jusante de Coina, no Barreiro. É o último afluente da margem esquerda do Rio Tejo. A sua foz ainda é navegável. Na sua  margem direita, situa-se a Estação Fluvial do Barreiro, de onde partem e chegam embarcações de, e para Lisboa. No seu percurso de cerca de 25 km passa pela Quinta do Conde, onde recebe a Ribeira de Azeitão. Desde a nascente até perto da Autoestrada do Sul A2, separa os concelhos de Setúbal e Sesimbra, sendo o único curso de água permanente no concelho de Sesimbra."

Breve História da Ribeira do Marchante

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 A Ribeira tem uma importância vital para a biodiversidade do Corredor Ecológico. E o tempo presente é o nosso tempo de intervenção, de continuar a "escrever" a história da relação humana com o território e com as outras formas de vida. Nesse  sentido, felizmente, há contributos coletivos assinaláveis que são verdadeiros faróis que indicam caminhos para a preservação ecológica da nossa terra. Nesta série de publicações dedicada à nossa Ribeira é importante divulgar alguns desses Projetos na esperança de despertar interesse em os conhecer melhor e neles participar: 💚 Em 2010, Ano Internacional da Biodiversidade, a ANIME - Projeto de Animação e Formação, associação com sede na Quinta do Conde  publicou brochuras informativas de três percursos pedestres que dão a conhecer a fauna e a flora da Ribeira, ferramenta muito útil para os que pretendem fazer caminhadas e que é possível consultar em animenatura.blogspot. 💚 A mesma Associação tem vindo a disponibilizar em formato di...

Dia Mundial das Abelhas 🐝

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20 de maio – Dia Mundial das Abelhas Consegues adivinhar quem sou eu?!?  "Tão amiga sou do trabalho, que nem sobre camas de flores ociosamente descanso, sem ofendê-las as piso, e sem feri-las as pico. De um mar de belezas sou pirata, madrugo para roubar as pérolas da aurora, e no meio dos campos publicamente furto, mas por ladra nenhum juiz até agora me condenou. Sem fogo nem alambique, industriosa alquimista, faço uma doce quinta-essência, sou amiga da paz e do silêncio, e para crédito da clemência e não posso irar sem dano, porque, quando me vingo, morro." Fonte: https://www.citador.pt/adivinhas  Sim estamos a falar das Abelhas, polinizadoras de excelência e não só, ora vejam o seu contributo:  São agentes polinizadores importantes, estando 75% das espécies agrícolas cultivadas para alimentação dependentes do seu processo de polinização;  São responsáveis pela produção de mel, um alimento importante para a subsistência dos povos que dependem da floresta e das popul...